Lincoln 52

As it was published by Popular Mechanics October 1952

Como foi publicado em Outubro de 1952 na “Mecânica Popular”

O Lincoln ’52 visto por seus donos

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A maioria dos proprietários de Lincoln se considera como a elite da comunidade motorizada da América (USA). Eles esperam, conforme nossa pesquisa demonstra, um alto grau de perfeição nos seus automóveis. Alguns defeitos pequenos que proprietários de outras marcas não se preocuparam em mencionar em pesquisas anteriores foram apresentados por proprietários de Lincoln de forma circunspecta, que sentem que seus automóveis têm que estar acima de qualquer critica. Eles expressaram uma exigência de materiais de alta qualidade e mão de obra.
Setenta por cento dos que responderam usam gasolina azul e muitos deles nunca se preocuparam em tentar usar gasolina mais barata. Embora certo número relatasse uso de gasolina amarela, a média final de consumo (6,8 para estrada e 5,6 k.p.l. na cidade) demonstra que o novo motor do Lincoln é um pouco mais econômico de operar que seus antecessores. O proprietário médio de Lincoln parece estar mais interessado no desempenho.

Diversos proprietários registraram reclamações sobre excessivo consumo e vazamento de óleo.

O novo motor V8 de comando de válvulas no cabeçote está em simpatia geral, mas ainda tem alguns problemas. Embora alguns proprietários se queixem do barulho do comando no cabeçote, 88% querem esta solução em seus carros futuros. A potência atual do motor parece satisfatória, 80% dos proprietários indicaram não ter desejo de mais potência nos modelos futuros.
Obviamente que os proprietários atuais sentem que a transmissão automática vem de fábrica como equipamento padrão, pois 94% querem isto no próximo carro, enquanto que todos a tem no seu Lincoln ’52. O sistema Hidramático foi preferido, embora muitos tenham sugerido o uso de Fordomatic ou Merc-o-Matic na próxima vez. A transmissão convencional de três velocidades parece ter perdido a atração – nenhum um único proprietário indicou que a desejaria no seu próximo carro e somente 6% indicaram que queriam overdrive.
A maioria dos proprietários aprovou o novo estilo do Lincoln, o painel de instrumentos do tipo unitário, o novo tipo de suspensão “ball joint” os pedais de embreagem e freio suspensos e o encolhimento da distância entre eixos para 3,12 mts. Das sete características que listamos em nosso questionário, a combinação dos para-choques com a grade foi a menos apreciada e foi listada como queixa em muitos casos. A boca do tanque centralizada atrás da placa traseira foi apreciada por 65 % dos proprietários e um número maior que este desejaria que não tivessem de segurar a placa abaixada enquanto enchem o tanque.
Mais que 60% dos proprietários questionados tiveram Lincoln’s anteriormente e 65% indicaram que pretendiam comprar outro. A insatisfação com várias características foi expressa por 8%, que definitivamente não comprariam outro. 72% consideram o serviço autorizado excelente e 28% considera razoável ou pobre. Como nossas outras pesquisas indicam, é necessária uma melhoria no atendimento das concessionárias.
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Alguns comentários típicos sobre os modelos Cosmopolitan e Capri do Lincoln ’52:
“Aparência moderna, bom valor de revenda, anda e manobra excepcionalmente bem em altas velocidades. Três características pobres marcam o carro mais fino da estrada: Cromados pouco espessos na grade dianteira, material barato no assento traseiro e laterais de portas vagabundas.” Vendedor de Charlotte, N.C.
“A despeito de ser um pouco sub dimensionado na potência, meu Lincoln Capri é um grande carro. É o mais rápido que tive – 110 m.p.h. é fácil de atingir no velocímetro. A rodabilidade bate qualquer outra. Meu próximo carro será um Lincoln e minha concessionária é ótima.” Advogado de Chicago.
“Estofamento e acabamento interior da melhor qualidade existente. Mecanicamente um produto refinado. Três polegadas (8 cms.) a mais na distância entre eixos permitiriam mais espaço para as pernas.”- Gerente de fábrica de Detroit.
Este é meu quinto Lincoln e eu estou satisfeito com todos eles. Creio que deveria ser aumentada a potência. Um carro deste preço e beleza merece mais potência.” Eletricista de Morgantown, W.Va.
Estou extremamente satisfeito com meu Lincoln Capri ’52. Comprei-o pelo bom serviço da concessionária e a fé que depois das mudanças entre ’47 e ’51 deveriam ter finalmente feito um carro bom…. Este carro manobra esquinas como nenhum outro que jamais dirigi. Médico de Caterville, Mass.
“A rodabilidade e manobrabilidade deste carro é surpreendente… Já salvou minha vida quando tive que desviar bruscamente e cair no acostamento nas montanhas de Novo México. Nenhum outro carro de produção normal recobraria sua estabilidade depois disto.” Fazendeiro de Lubbock, Tex.
“Meu Lincoln é usado apenas para negócios, em viagens em média de 480 quilômetros por dia. Nunca me canso. Tem uma característica de alta velocidade mas é lerdo abaixo de 80 k.p.h.” Construtor de estradas de North Hollywood, Cal.
“O motor é quieto em altas velocidades, o menor de todos os carros que já dirigi.” Executivo de San Rafael, California.
“O melhor carro que já dirigi. Se ele ainda consumisse dois quilômetros por litro, ainda assim eu estaria satisfeito.” Negociante de Eau Claire, Wis.
“Estou muito impressionado com a facilidade de manuseio do Lincoln comparado com outros carros grandes.” Corretor de imóveis de Wortrendyke, N.J.
“O Lincoln tem o que os outros diz que têm.” Operador de máquinas de Milwaukee, Wis.
“O carro não ‘navega’ na estrada ou aparece ruído pelo vento em altas velocidades. Muito rápido, mesmo assim, faço de 8 a 9 k.p.l. na estrada. Posição de guiar confortável. Precisa de uns 20 HP’s a mais para serras.” Vaqueiro de Denver, Col.
Os questionários sempre perguntam o que os proprietários não gostam nos carros e aqui está uma amostragem das respostas:
Vários concordam com o médico de San Francisco que o carro precisa mais espaço no banco traseiro.

Um vendedor de East Haven, Conn., expressou o sentimento de muitas pessoas ao dizer: “Quando você compra um carro de 4000 dólares é desagradável ouvir as pessoas perguntarem a você o que achou do novo Mercury ou do novo Ford. A Lincoln deveria fazer o Lincoln parecer um Lincoln.” Concordando com esta queixa houveram outras, incluindo a de um comerciante de Indianapolis, que acrescentou: “A General Motors certamente não faz um Cadillac parecer com um Chevrolet.
Algumas pessoas concordam com o fabricante de Birmingham, Alab., que a posição da bateria sob o pé do passageiro da frente, sob o painel, é ruim e outros que reclamam que o cinzeiro está muito longe do motorista.
Outras queixas:
“Guias de válvulas barulhentas e fumaça vindo do escapamento quando o motor está frio, nos primeiros minutos depois de dar partida. Não conseguem corrigir isto.” Gerente de fábrica de tecidos de Newton, Mass.
“Dois vazamentos antes dos 10000 quilômetros.” Editor de Teaneck, N.J.
“As peças são difíceis de obter no momento. Talvez melhore depois.” Vendedor de Birmingham, Ala,
“As velas falham em baixa velocidade.” Gerente de vendas de Bloomfield, N.J.
“A mão de obra não se compara com a dos modelos anteriores. Uma porção de detalhes ficou sem atenção. Um carro tão bom, feito de maneira tão relaxada.” Dono de restaurante de Jacksonville, Fla.
Muitos proprietários, tais como um vendedor de Perth Amboy, N.J., indicaram que estavam satisfeitos com o carro mas sugeriram que o estilo do carro seja mais distinto.
Uma observação freqüente foi que o Lincoln prove um excepcional nível de rodar em alta velocidade. “Eu viajo demais,” escreveu um marinheiro de Corpus Christi, Tex., “e este é o único carro que não cansa nem a mim nem a minha esposa em altas velocidades.”
“A sensação que nos temos algo sólido e confiável sob nossas mãos o tempo todo faz de guiar um prazer”, nos diz um mecânico de Columbia City, Ind.,
“O Lincoln 52 foi uma tremenda melhoria na linha.” Advogado de Catonsville, Md.
“Temos seis Lincoln’s em nosso escritório e todos demonstraram-se satisfatórios.” Agente de seguros de Indianapolis.
Algumas observações sobre detalhes de conforto foram feitas:
“Gostaria que estofamento de couro fosse um item de linha.” Gráfico de Glen Ellyn, Ill.
“Mulheres de salto alto precisariam de um descanso para os pés.” Fabricante de Winchester, Mass.
“Freio e direção assistidos (hidraulicamente) fariam maravilhas para este carro, além de mais potência.” Gerente de vendas de Los Angeles, Cal.
“Carros novos deveriam ser atendidos e conferidos livres de ônus nos primeiros 10000 quilômetros, desta forma corrigindo tudo que puder não estar certo.” Plantador de Porterville, Calif.

O Lincoln aparentemente dá um forte sentimento de segurança. “Tive oportunidade de guiar diversos outros carros de alta qualidade,” escreveu um advogado de Park Ridge, Ill., “e posso afirmar verdadeiramente que o Lincoln é um magnifico carro para viagens. Agarra à estrada sob as condições mais adversas e dá um sentimento de completa segurança ao motorista e seus ocupantes.
Como poderia ser esperado, a média do consumo relatado pelos proprietários de Lincoln foi um pouco mais baixa que aquelas registradas por carros menores e mais leves. A enquete mostrou que os proprietários de Lilncoln consomem em média 5.6 k.p.l. na cidade e 6.8 na estrada. Em relação a isto, um agente de manufatura poderia ser a inveja de muitos motoristas hoje. Ele escreveu: “Eu não me preocupo muito com consumo de gasolina e não confiro quanto faço. Sinto que a diferença entre 6 ou 8 kpl representa apenas alguns dólares no fim do ano, portanto não me preocupo!” (Este é o sentimento exato de muitos dos proprietários de carros caros, conforme o levantamento da enquete.)
Não foi possível tirar conclusões desta pesquisa sobre a quantidade de cromados. Muitos proprietários desejariam mais cromados e alguns queriam menos. A pendência permanece. Praticamente todas os proprietários de todas as marcas consideram que o cromado é insuficiente.
Alguns proprietários reclamaram que muitos mecânicos se sentem perdidos ao consertar estes carros. Um proprietário de Charlotte, N.C. escreveu: “Meu Capri gasta pelo menos um dia da semana na oficina e os mecânicos nem mesmo gostam de trabalhar no seu motor, pela pouca resposta aos seus esforços.” Isto foi confirmado por um executivo de engenharia de Toledo, Ohio, que disse: “Numa viagem, entrei num concessionário Lincoln-Mercury em uma cidade de mais de 100000 habitantes. Esperei duas horas e meia e eles não sabiam o que fazer com o carro. Eles disseram que não tinham recebido instruções de como atender o carro. Tive problemas com as velas depois dos 5000 quilômetros. Isto é bom?”
Uma ampla variedade de respostas foi recebida para a pergunta: “Como você classifica o serviço da concessionária?” Dos que responderam, 42% disseram que é excelente, 30% bom, 15% médio e 13% pobre. Em nossas pesquisas anteriores, este fator tem se demonstrado o mais importante na decisão de compra da mesma marca novamente.
Uma esposa de Mansfield, Ohio, expressou o sentimento unanime dos proprietários em todos os lugares em sua resposta à questão: “O que você especificamente desejaria que melhorasse e que gostaria de ver em seu próximo carro?”
Ela respondeu: “O mesmo carro mais barato”

A seguir o resultado da prova efetuada por mim mesmo no Lincoln Capri (Clymer):

Nós dirigimos o carro da fábrica em Detroit para Los Angeles por Indianapolis, Denver, Grand Junction e Las Vegas, numa distância de 8000 quilômetros, que inclui uma considerável quantidade de teste fora da estrada, nas montanhas e no deserto. Pegamos vários desvios em estradas não asfaltadas e com barro.
A Lincoln não poupou esforços na criação do estilo e nas melhorias em engenharia mecânica e fez o novo Lincoln realmente um automóvel que vale a pena na aparência, desempenho, rodabilidade e economia. De todos os tipos de estradas, incluindo testes nas Montanhas do Colorado e nos desertos de Nevada e da Califórnia, detectei que o Lincoln responde bem e é superior à maioria dos carros de sua classe em rodabilidade e em dirigibilidade.
O novo motor de 160 HP com válvulas no cabeçote tem um deslocamento de 5.190 cc. e um taxa de compressão de 7,5:1. É flexível, rápido e produz pouca vibração. O motor pesa 45 quilos a menos que o usado no modelo anterior de 1951. O sedan de 1952 é 110 quilos mais leve que o sedan de 1951.
A nova suspensão dianteira tipo “ball joint” permite curvas em altas velocidades com um sentimento de segurança e pouco esforço para girar a direção
O carro vira a direção tão facilmente como se tivesse direção hidráulica (!) quando em movimento e mais facilmente em todas as velocidades do que qualquer outro carro do seu peso. Os amortecedores de ação controlada oferecem um rodar confortável. Somente duas vezes ocorreu de bater no fundo do batente do amortecedor em alta velocidade, quando passei sobre obstáculos muito fortes.
Outra característica que eu gosto é o silencioso duplo (um de cada lado de 4 cilindros). Isto elimina a pressão anterior e ajuda no resfriamento. O sistema duplo também deve melhorar a velocidade máxima e a potência um pouquinho.
O carro tem uma excelente velocidade máxima. Em tiradas longas o velocímetro desce lá em baixo, além dos 180 k.p.h. (como a maioria dos velocímetros, detectei que está cerca de 7% acima). A aceleração não é tão rápida como eu esperava até 100 k.p.h., mas o desenvolvimento da potência é macio e há pouca vibração a qualquer velocidade. O carro suportaria alguns “cavalos” a mais. Foi usada durante o teste apenas gasolina comum sem evidência de batida de pino ou sobreaquecimento. Mesmo na subida de montanha, sobre o barro e no deserto, não consegui fazer o motor sobreaquecer. Num desvio através do Zion National Park em Utah, viajamos várias horas sob forte chuva. A maior parte da estrada era de terra e andamos no barro uma grande distância. O chassi estava firme e não apareceram vazamentos. Dois pequenos rangidos apareceram e desapareceram posteriormente. Não havia ruídos e percebi que mesmo a altas velocidades não apareceram vibrações ou ruídos.
O capo pode ser levantado facilmente e trava por fora. Eu preferiria que travasse por dentro, que daria mais proteção para o que está dentro do motor.
A visibilidade no novo Lincoln é fantástica, embora a frente seja a mais larga de todos os carros que já dirigi. O para-brisa é de uma peça só recurvada. Tem uma proteção solar na parte superior, apenas para filtrar os raios de sol, mas não muito a ponto de impedir a visão ao alvorecer. A janela traseira do tipo envolvente no Capri dá uma excelente visibilidade. Como na maioria dos outros carros, existe um considerável reflexo do painel no para-brisa, tanto de dia como de noite.
Os freios são excepcionalmente bons e o pedal do freio é amplo e opera com pequena pressão. O pedal é do tipo suspenso e elimina furos no chão do carro, por onde poderia entrar pó, água e ar ou sujeira. A atuação do pedal fica bastante longa neste mecanismo, exigindo pressão. Depois que eu “aprendi” isto, foi fácil aplicar o freio gradualmente. O freio de mão está do lado direito e requer muita força. Quando o carro é ligado, uma luz vermelha indica que o freio de mão está puxado.
O painel de instrumentos é bonito e os instrumentos estão agrupados diretamente na frente do condutor. A face do velocímetro merece ser mencionada, pois tem um marcador duplo de quilometragem, sendo um para distância parcial. O odômetro não está escondido qualquer que seja a posição do ponteiro de velocidade. O ponteiro é fino e dá uma indicação razoavelmente exata da velocidade. Ele funciona melhor que outros ponteiros onde os estilistas engrossam o ponteiro e o motorista não consegue determinar a velocidade com precisão.
Todos os instrumentos estão incluídos no painel. A partida é de botão de apertar.

A antena sobe somente quando o radio é ligado. A recepção é excelente e existem alto-falantes traseiros e dianteiros que podem ser controlados por botões próprios. Um acendedor de cigarro e um cinzeiro estão colocados no centro do painel dianteiro e em cada porta de traz. Existem quatro alavancas para controlar a entrada de ar e a temperatura, controlando, respectivamente, ar, temperatura, ventilação e desembaçamento e o ventilador. O sistema de aquecimento é excelente provendo circulação de ar quente ou frio em todo o veículo. As alavancas são ligeiramente complicadas e requerem “aprendizado” para uso. A operação do sistema todo poderia ser simplificada. A luz interna para ser acionado é desconfortável, pois sua chave está do lado esquerdo do painel atrás do motorista.
O aro da buzina completo é o primeiro que não obstrui a visão do velocímetro e dos outros instrumentos do painel.
Uma lâmpada para leitura de mapas está convenientemente localizada sob o painel, operada por uma chave de virar. O relógio é pequeno, mas fácil de ler e é muito preciso. O porta luvas é de tamanho padrão.
Algumas vezes, como em outros carros modernos, acontece um reflexo perturbador do sol no painel do carro.
São necessárias seis voltas e meia para abaixar o vidro da porta, o que, em minha opinião, é muito. (Sugiro aos projetistas examinarem as portas do Plymouth ou do novo Willys e verificar esta relação). As portas abrem facilmente por botões de pressionar por fora e uma alavanca conveniente dentro. A pressão para fechar as portas é razoável.
Os para-choques são avantajados e fornecem boa proteção.
Uma das novas características deste ano (que também aparece no Ford e no Mercury) é a nova colocação da boca do tanque no centro do carro, atrás da chapa, que permite o enchimento dos dois lados. Os atendentes dos postos com quem conversei gostaram desta característica. Mesmo os que gostaram reclamaram, porém, que a placa tem que ser mantida abaixada para tirar a tampa da gasolina e o enchimento do tanque.
O carro de teste estava equipado com a nova transmissão Dual Range Hydra Matic com uma significativa melhoria sobre a anterior de tração simples. O indicador da alavanca de câmbio está bem localizado sobre a coluna de direção e pode ser lido facilmente. Está conveniente marcado com as posições 3 e 4 na faixa de deslocamento. Em condições normais a posição 4 é indicada, pois permite o cambio usar 4 velocidades automaticamente. Se o acelerador for pisado até o fundo e mantido, a Quarta entrará a 100 k.p.h. Quando posicionamos a alavanca na 3ª posição, a Quarta fica inoperante. A posição 3 é boa para cidade ou aceleração rápida ou em descida de serra. A posição 4 parece com overdrive. Entre 50 e 100 por hora, quando o acelerador é apertado, a terceira entra automaticamente.
Existe, claro, a posição baixa 1 e 2, quando muita força é necessária ou quando a descida é muito íngreme e queremos segurar o carro. A ré e a 1a estão próximas, o que é desejável na neve e no barro.
O carro é muito econômico para seu tamanho (veja o quadro de consumo). O vencedor do concurso Mobilgas da American Automobil Association, classe G, foi vencido por um Lincoln Capri quem uma média de consumo de 9,4 k.p.l. andando a 60 k.p.h., de Los Angeles a Sun Valley, Idaho, numa distancia de 2.264 quilômetros. A Lincoln também conseguiu o segundo lugar nos sweepstakes, que foi vencido por um Mercury. O consumo médio de 25 competidores foi 9,26 k.p.l., o que faz com que o Lincoln bata a média dos competidores, incluindo os carros mais leves. (Motoristas comuns não guiam cuidadosamente ou tão devagar como os competidores das competições de economia, portanto seu consumo é maior.)
Depois de exaustivos testes eu avaliaria o Lincoln como um dos três melhores carros de produção em massa feitos nos Estados Unidos.
O novo Lincoln, com seu estilo, inúmeras características inovadoras, muitas das quais exclusivas, atrai atenção onde quer que pare. A Lincoln está criando entusiastas e convertendo muitos seguidores para sua marca.

Testes de aceleração Lincoln Capri 1952

Com transmissão automática Hydra-matic dual range

0 – 400 mts Drive somente 22,2 Seg
Low e Drive 21,3 Seg
0 – 800 mts Drive somente 33,6 Seg
Low e Drive 32,4 Seg
0 – 48 k.p.h Low somente 4,9 Seg
0 – 96 k.p.h Drive somente 15,9 Seg
0 – 96 k.p.h Low e Drive 14,8 Seg
Velocidade máxima (no velocímetro): além de 110 m.p.h. (176 k.p.h. – 165 k.p.h. reais), usando Low e Drive, mudando de Low para Drive a 45 k.p.h.

Especificações do Lincoln 1952

Motor

Tipo: 8 Cilindros em V, válvulas no cabeçote (OHV)
Altura e diâmetro dos pistões: 96,5 mm x 88,9mm 3,8 in x 3,5 in
Deslocamento: 5.190 cc 317,5 cu. In.
Potência ao freio: 160 H.P.
Taxa de compressão: 7,5:1
Transmissão: Dual Range Hydra Matic (4 velocidades, montada de fábrica em todos veículos

Características Gerais

Relação da caixa de direção: 20,4:1
Voltas de batente a batente: 5,1/4
Raio de viragem: 6,9 mts.
Tamanho dos pneus: 800 x 15 (+/- 205 x 90 x 15)
Pressão dos pneus: 26/22 libras frente e traz
Peso vazio: 1891 quilos
Distância entre eixos: 3,12 metros
Distância centro a centro das rodas: 1,49 na frente e atrás
Largura total: 1,97 mts
Altura total: 1,59 mts
Comprimento total: 5,44 mts.

Dimensões interiores

Largura do banco dianteiro/trazeiro: 1,59/158
Distância do banco ao teto dianteiro/traseiro: 92 cms./88 cms.
Espaço para as pernas dianteiro e traseiro: 109 cms./106. cms.

Capacidades

Óleo do cárter: 5 litros
Água do radiador: 24 lts (c/aquecedor)
Gasolina: 75 litros

Percentuais da Enquete Mecânica Popular Informações Gerais

Perfil de uso

(Todos carros com transmissão Hydra-Matic)

  • Proprietários de modelo Capri 53%
  • Proprietários de modelo Cosmopolitan 47%
  • Usa gasolina azul 77%
  • Usa gasolina amarela 23%
  • Consumo na cidade (k.p.l.) 5.6
  • Consumo na estrada (k.p.l.) 6.8
  • Média da quilometragem na troca do óleo (quil) 2225
  • Proprietários que adicionaram óleo 24%
  • Adicionaram 1 litro a x quilômetros ? (Média) 1380

Opinião sobre a forma de rodar:

Rodabilidade:

  • Excelente 88%
  • Boa 11%
  • Insatisfatória 1%

Manobrabilidade:

  • Excelente 82%
  • Boa 17%
  • Insatisfatória 1%

Aceleração:

  • Excepcional 46%
  • Muito boa 37%
  • Pobre 3%

Características mais apreciadas:

  • Estilo novo 90% Pobre 13%
  • Suspensão ball-joint 71%
  • Pedais suspensos 70%
  • Localização da boca do tanque (atrás da placa) 65%
  • Painel Unitizado 60%
  • Distancia entre eixos de 3,12 m (123 “) 58%
  • Combinação pará-choques/grade 45%

Avaliação do proprietário sobre o carro:

  • Excelente 63%
  • Bom 23%
  • Médio 9%
  • Pobre 5%

O que gostariam de ver no próximo carro:

  • Motor em V 98%
  • Motor em Linha 2%
  • 8 cilindros 99%
  • 6 cilindros 1%
  • Válvulas no cabeçote 88%
  • Válvulas laterais (no bloco) 12%
  • Não precisa aumento de potência 80%
  • Média da potência desejada (Valor 160 do 161
  • Lincoln tabulado para quem estivesse satisfeito) 94%
  • Transmissão mecânica com overdrive 6%
  • Transmissão mecânica somente 0%
  • Exclusivamente Hydra-matic 89%
  • Outro tipo de transmissão automática 11%(dos que preferem transmissão automática)
  • Donos anteriores de Lilncoln 63%
  • Comprarão outro Lincoln 65%
  • Talvez comprem outro Lincoln 27%
  • Não comprarão outro Lincoln 8%

Avaliação do serviço da concessionária:

  • Excelente 42%
  • Bom 30%
  • Médio 15%
  • Pobre 15%

Principais razões que levaram a compra:
(Em ordem progressiva de popularidade)
1.Estilo – Interior e exterior 5.Qualidades no andar
2.Fator de prestígio do Lincoln 6.Caracteristicas mecânicas: motor, transmissão
3.Tinha um Lincoln antes 7.Novo motor em V, com válvulas no cabeçote
4.Facilidade de guiar: Dirigibilidade e Rodabilid 8.Impressões de desempenho por demonstração


Melhorias desejadas no próximo modelo:

(Em ordem progressiva de preferência)
1.Mais aceleração e potência
2.Estilo mais singular (diferente da linha Ford)
3.Montagem do carro melhor
4.Motor mais macio e silencioso
5.Transmissão com troca mais macia
6.Materiais detalhes interiores melhores
7.Acesso melhor ao motor, bateria, etc.
8.Mais espaço para as pernas
9.Direçào Hidráulica ou melhor em manobras
10.Melhores cromados e pintura muito finos

Queixas mais frequentes:

  1. Estilo – muito parecido com Ford e Mercury
  2. Motor em baixa rotação muito barulhento
  3. Falta de aceleração em baixas velocidades
  4. Motor barulhento, especialmente as válvulas
  5. Mudança automática de marchas brusca
  6. Pintura e cromados muito finos
  7. Montagem e ajustes mal feitos
  8. Excessivo consumo de óleo
  9. Falta de espaço para as pernas na frente e atras
  10. Alavanca de erguer os vidros e de abrir portas
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