Mercury ’52 – Português

Como foi publicado na Popular Mechanics em Julho de 1952

Cover

Relato dos proprietários sobre o Mercury 52

O verdadeiro teste de um automóvel começa quando o proprietário senta-se a direção. Este é mais uma reportagem dos proprietários dos  Mercury’s 52 que responderam a 100 questionários enviados pela Popular Mechanics por todo os Estados Unidos

Hey, Detroit, vocês estão ouvindo?

Apesar da grande competição dos fabricantes de automóveis para produzir motores cada vez mais potentes, 77% dos proprietários do Mercury 1952 responderam que estavam perfeitamente satisfeitos com a força do motor de 125 HP com que vem equipado este novo modelo de automóvel.
Uma barulhenta minoria exige mais potência nos automóveis futuramente. Será, porém, que é esta minoria que influi nos engenheiros construtores?
Cerca de 62% das respostas recebidas correspondem a proprietários que haviam possuído antes esta marca anteriormente e 93% manifestamente compraram ou comprariam outro Mercury. Apenas 7% perderam o interesse neste tipo de automóvel.
Muitos donos se mostram orgulhosos do Mercury, por ser uma das poucas marcas que ofereceram uma mudança completa para 1952.

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Um fazendeiro residente em Hartford City, Indiana, disse: “Creio que o Mercury 1952 é o auto de estilo mais avançado dentre todos, além de vir equipado com o melhor tipo de transmissão automática existente.”
“Estou muito satisfeito como meu novo Mercury, já que tem tudo que posso desejar num automóvel, – estilo, agilidade e potência.” Opinião de um superintendente de uma fábrica em Newark, N.J.
O novo estilo de linha foi a razão principal para que muitas pessoas, que até agora não haviam possuído um Mercury, comprassem o modelo 1952. Um vendedor residente em Lexington, Mass., se converteu em porta-voz de muitos ao escrever: “Creio que o Mercury 1952 é o carro mais atraente que existe atualmente.”
Os proprietários de todas as marcas de carros sempre encontram algo que desgostam em seus automóveis, neste sentido, os donos de Mercury’s não são exceção. A queixa mais frequente é que o motor é excessivamente barulhento.
Outra objeção manifestada varias vezes, como aconteceu no questionário que nos foi respondido por um operário que reside em Neenah, Wisconsin, e por um administrador de jornal em Manchester, Conn., que é o fato que a luz do painel ao acender-se à noite, reflete no parabrisa, reduzindo a visão do motorista.
Vários proprietários, como um soldador que vive em Denver, Colorado, são de opinião que o capô do Mercury deveria poder ser aberto do interior do veículo. Outros, incluindo um eletricista de Hyatsville, Maryland, reclamam que o parabrisas embaçam muito facilmente.
Um vendedor de máquinas de Baltimore, Maryland, nos escreve: “Recentemente, pude comprovar que meu Mercury pesa, cheio de gasolina e com vários itens de bagagem, 1715 quilos. Ele faz 5,7 quilômetros por litro, o que me faz pensar que seu motor deve ter bem mais que os 125 HP que a fábrica anuncia.”

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“Tive dez autos em seis anos, cinco deles Mercury’s. De agora em diante, não comprarei outro auto. Este automóvel não tem rival quanto ao funcionamento, e a transmissão Mercomatic (automática) é a melhor que existe.” Informa um proprietário residente em Honolulu.
Um sargento do exército, lotado em Fort Bragg, N.C., sugere: “Creio que a fábrica do Mercury deve fazer o possível para reduzir os ruídos e rangidos das portas, carroceria e partes inferiores do veículo. Meu carro produz somente ruídos muito leves no momento, mas pressinto que vou ter que ir muito à oficina para que isto não aumente.”
Um investigador especial, em Waterloo, Iowa, e um administrador de casas em Chicago estão de acordo que o ajuste das portas do Mercury não é perfeito. O primeiro informa que entra água no carro, que desce pelo painel da porta quando o veículo é lavado. Também crê que a metade superior do aro da buzina deveria ser eliminado, pois atrapalha a visão do painel de instrumentos.

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O proprietário de uma frota de caminhões em San Diego, Califórnia, nos diz”: “O Mercury é excelente na maioria de suas características quando comparado com outros carros com relação de potência e preço similar. Sem dúvida, o carro precisa de mais potência especialmente ao viajar em rampas íngremes em marchas reduzidas.” (Alguns proprietários nesta enquete se mostram partidários de aumento de força no motor. Muitos donos desejam também motores com válvulas no cabeçote.)
Quanto à qualidade de marcha e manejo, 64% dos proprietários classifica o Mercury como excelente. A média de consumo, computando todas as respostas foi de 7,86 k.p.l. na estrada e 6,5 na cidade.


De West Hyatsville, Maryland, recebemos a resposta de um geólogo que nos diz: “O Mercury 1952 resolveu a maioria dos defeitos dos modelos de 49, 50 e 51. O carro possui muitos qualidades melhores de visibilidade e seus assentos são mais cômodos. A mão de obra de acabamento é superior e a facilidade de acesso às diferentes partes debaixo do capo que precisam de ser atendidas, é uma de suas vantagens. Além disto, sua potência adicional permite que o auto arranque rapidamente em qualquer aperto. Enfim, o Mercury apresente verdadeiras melhorias neste modelo.”
O comentário seguinte é de uma dona de casa: “Meu marido é alto e o Mercury 1952 não lhe oferece comodidade. O assento dianteiro não é suficientemente fundo, ou o teto não é suficientemente alto, porém, para meu uso, o carro é ideal.”
Um bom número de donos está de acordo com o capataz de uma companhia ferroviária em Ironton, Ohio, que declara: “Em termos gerais, o Mercury 1952 apresenta consideráveis melhoras sobre os modelos anteriores, ou sobre qualquer outra marca de automóvel. Porém uma dona de casa residente em Charleston, West Viginia, se queixa que o novo Mercury não melhorou em nada a aparência e que seu esté parecido ao do Ford.”
“A colocação da tampa de gasolina no centro traseiro é uma idéia maravilhosa, e não me explico como não havia ocorrido a ninguém antes. Logo os outros fabricantes copiarão isto.” Desta forma nos responde um proprietário de Mercury que vive em Glendale, California.
No total, 69% dos proprietários que responderam ao questionário classifica o serviço da concessionária como excelente ou bom e 23% como regular e somente 8% se queixa de haver recebido uma atenção deficiente.

Testes de aceleração
Sedan de 4 portas Mercury 1952
Com transmissão automatica Mercomatic

0 – 400 mts Drive somente 21,8 Seg
Low e Drive 21,1 Seg
0 – 800 mts Drive somente 33,1 Seg
Low e Drive 32,4 Seg
0 – 48 k.p.h Low somente 5,1 Seg
0 – 96 k.p.h Drive somente 19,1 Seg
0 – 96 k.p.h Low e Drive 18,9 Seg
Velocidade máxima (no velocímetro): Um pouco menos de 100 m.p.h.(160 k.p.h.-150 k.ph. reais), usando Low e Drive, mudando de Low para Drive a 45 k.p.h.

Especificações do Mercury 1952

Motor

Tipo: 8 Cilindros em V, com válvulas laterais
Altura e diâmetro dos pistões: 81,2 mm x 101,6
Deslocamento: 4.190 cc
Taxa de compressão: 7,2:1

Características Gerais

Relação da caixa de direção: 18,2:1
Voltas de batente a batente: 4,5
Raio de viragem: 6,1 mts.
Altura do solo: 15,7 cms.
Tamanho dos pneus: 710 x 15 (+/- 185 x 80 x 15)
Pressão dos pneus: 22 libras
Peso vazio: 1545 quilos
Distância entre eixos: 3 metros
Distância centro a centro das rodas: 1,47 na frente e 1,42 atrás
Largura total: 1,96 mts
Altura total: 1,65 mts
Comprimento total: 5,25 mts.

Dimensões interiores

Largura do banco dianteiro/trazeiro: 1,49
Distância do banco ao teto dianteiro/trazeiro: 90 cms./87cms.
Espaço para as pernas dianteiro e trazeiro: 109 cms./105 cms.

Capacidades

Óleo do carter: 5 litros
Água do radiador: 33 lts (s/aquecedor)
Gasolina: 75 litros

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